Por que há seca extrema no Nordeste?

Autores: Djane Fonseca Da Silva, Maria Evanice Silva de Lima, Pedro Fernandes de Souza Neto, Helio Fábio Barros Gomes, Fabrício Daniel dos Santos Silva, Henrique Ravi Rocha de Carvalho Almeida, Rafaela Lisboa Costa, Marcos Paulo Torres Pereira
Publicado em: 07 de abril de 2020
DOI: 10.26848/rbgf.v13.2.p449-464
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Introdução

O Nordeste brasileiro é frequentemente afetado por eventos climáticos extremos, que têm um impacto significativo nas sociedades locais. Estes eventos são influenciados tanto pela intensidade quanto pela frequência de ocorrência, bem como pela vulnerabilidade socioambiental da região.

Índice Padronizado de Precipitação (SPI)

O SPI é uma ferramenta utilizada para quantificar déficits de precipitação e identificar eventos secos e chuvosos em diferentes escalas temporais. Este índice ajuda no monitoramento da dinâmica temporal da precipitação, sendo crucial para entender os padrões de seca na região.

Resultados e Discussão

A pesquisa mostrou que as ocorrências de secas foram predominantes em todas as cidades analisadas. No entanto, eventos chuvosos extremos também foram frequentemente observados. A cidade de Recife, por exemplo, apresentou o maior número de eventos chuvosos extremos.

Muitos dos eventos extremos, seja de seca ou chuva, ocorreram em anos associados ao fenômeno ENOS (El Niño-Oscilação Sul). Isso sugere uma forte ligação entre os padrões climáticos globais e os eventos extremos no Nordeste brasileiro.

ENOS (El Niño-Oscilação Sul)

O ENOS é um fenômeno climático que envolve a oscilação das temperaturas da superfície do mar no Oceano Pacífico Equatorial. Ele tem duas fases principais: El Niño e La Niña.

El Niño

Durante um evento El Niño, as águas superficiais do Pacífico central e oriental tornam-se mais quentes do que o normal. Isso pode levar a padrões climáticos alterados em várias partes do mundo. No Brasil, o El Niño geralmente está associado a chuvas acima da média no Sul e seca no Nordeste.

La Niña

La Niña é o oposto do El Niño. Durante um evento La Niña, as águas superficiais do Pacífico central e oriental são mais frias do que o normal. No contexto brasileiro, La Niña pode resultar em chuvas mais intensas no Norte e Nordeste e condições mais secas no Sul.

Impacto no Nordeste Brasileiro

O Nordeste brasileiro é particularmente sensível às mudanças no ENOS. Durante os eventos El Niño, a região pode experimentar secas mais intensas, afetando a agricultura, os recursos hídricos e a vida das pessoas. Por outro lado, durante La Niña, o Nordeste pode ter chuvas acima da média, o que pode levar a inundações e outros desafios relacionados à água.

Conclusão

O SPI provou ser uma ferramenta valiosa para detectar e monitorar eventos de seca e chuva na região Nordeste. A presença de escalas temporais associadas a eventos globais, como o ENOS, destaca a necessidade de considerar influências climáticas globais ao abordar questões de seca no Nordeste brasileiro.

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